“And so I ask myself: 'Where are your dreams?' And I shake my head and mutter: 'How the years go by!' And I ask myself again: 'What have you done with those years? Where have you buried your best moments? Have you really lived?" Fyodor Dostoyevsky, White Nights

quinta-feira, 19 de março de 2015

Psicanálise: O Real, Simbólico e Imaginário - Uma Lógica Borromeana


Mau comportamento é fruto da educação dada pelos pais desde o berço, segundo uma investigação

As práticas educativas parentais desde o nascimento  dos filhos são responsáveis, em noventa por cento dos casos, por comportamentos  inadequados como o bullying e a indisciplina escolar, defende em livro o  investigador e psicólogo Luís Maia. 

  E Tudo Começa no Berço!

E Tudo começa no Berço, é o título do livro a ser lançado na segunda-feira,  no qual o autor defende que é desde o nascimento da criança que se desenvolvem  grande parte das suas características, positivas ou negativas. "Perdoem-me pais, mas a culpa de muitos de nós não termos controlo sobre  o comportamento dos nossos filhos, estou convencido, não é dos filhos, nem  da sociedade: é nossa", escreve o autor alertando para a necessidade de  os pais estarem mais presentes na vida dos filhos. 
Partindo de exemplos práticos, Luís Maia pretende demonstrar como a  desresponsabilização dos membros familiares e educadores próximos das crianças  e adolescentes apenas contribui para a acomodação a uma sociedade desumanizada.
Então haverá ou não uma relação entre o comportamento das crianças e  a forma como são educadas desde bebés? Na opinião do psicólogo, baseada  em 20 anos de prática clínica, essa relação é bem evidente e manifesta-se  em 90 por cento dos casos. "Na minha opinião cerca de 90% da responsabilidade do comportamento  inadequado das crianças e adolescentes está sedeado nas práticas educativas  nos primeiros dias e anos da criança", disse em declarações à Lusa, adiantando  que na maioria dos casos são os pais que precisam de ajuda para se reorientarem  na educação dos seus filhos.  

Luís Maia explica que nos milhares de casos que já atendeu, quando começa  a investigar as causas dos comportamentos inadequados das crianças quer  sejam de indisciplina escolar, de violência contra os pares ou de outras  atitudes antissociais, na maioria das vezes os pais foram orientados percebendo  que eram as suas práticas educativas que deveriam ser alteradas.  

A má prática educativa, explicou, ocorre em todas classes socioeconómicas  e mesmo em ambientes familiares normais quando por exemplo os pais se desautorizam  em frente à criança, quando quebram rotinas ou quando delegam competências. 

A sociedade, defende o autor em declarações à agência Lusa, desaprendeu  a arte de educar os filhos e a comportarem-se em sociedade, delegando nas  estruturas essa responsabilidade. Uma aposta que considera errada.  

A educação desde o nascimento, diz, determina efetivamente o percurso  de uma criança, porque "tudo começa no berço" à exceção de uma pequena minoria  em que há de facto problemas no desenvolvimento ou distúrbios psicopatológicos. 

O livro é baseado em vivências e casos reais, fruto da experiência do  autor no acompanhamento de jovens e famílias.  

Trata-se de um guia com informações dedicadas à boa aplicação da prática  educativa, para pais, educadores, cuidadores, educadores de infância, professores  dos mais variados níveis de ensino, psicopedagogos, psicólogos, técnicos  de saúde mental, entre outros.  

Sinopse: Wook

8 Coisas Que Aprendi Em 8 Anos Como Psicólogo Clínico

por Professor Felipe de Souza

1) Todos os começos são difíceis

Esta frase foi atribuída à sabedoria de Confúcio. Bem, não saberemos ao certo. Mas é uma boa frase para começar. Para mim, não foi fácil começar a faculdade de psicologia, por questões familiares e não foi fácil começar minha carreira profissional. O começo de uma terapia também, em geral, não é fácil. As pessoas fazem de tudo para não olharem para si mesmas. Sabiam que uma pessoa comum assiste em média, ao longo de sua vida, a 13 anos de TV? Sim, 13 anos sentando em frente a uma televisão!
Mas voltando, o começo de uma terapia, na verdade, tem início um tempo antes de começar. Quer dizer, começa antes internamente, nos conflitos que não foram resolvidos, nos sofrimentos que foram abafados, nos desejos incontroláveis.

2) A adaptação é necessária

Depois que se começa, o que é iniciado é, por definição, algo novo. Embora o novo possa ser sentido como uma repetição do que já passou, em outro cenário, ele exige mudança, exige adaptação. Se não há uma nova adaptação, fica-se no que já passou ou volta-se para trás, como um caranguejo temeroso. O que não quer dizer nada, sempre quer dizer qualquer coisa e nos interstícios, nos silêncios, nas interrupções, nos erros, os significados vão surgindo, se transformando, tomando outra forma. Mas uma condição fundamental para enfrentar o que surge e o que ressurge é aceitar o paradoxo de que a mudança passa pela aceitação do que se quer mudar.

3) A mudança vem da aceitação

Se alguém quer mudar um problema, uma dificuldade, um sinto-mal do qual clama e re-clama, se quer mudar mesmo, de verdade, tem que, em primeiro lugar, aceitar que há um problema, que há uma dificuldade, que há um mal-estar, um sintoma, uma dor ou o que seja. Até para adquirir uma nova habilidade, como se pode conseguir, se não se aceita a falta, o erro, o empecilho?
Por exemplo, se eu sou péssimo em matemática, como vou desenvolver a minha habilidade se eu não aceito que sou péssimo em matemática? E aí que surge o paradoxo da mudança: só se faz possível mudar ao aceitar, de coração, que é preciso mudar.

Os 50 Filmes Que Todos os Psicólogos Deveriam Ver


Esta lista não expressa uma ordem de qualidade ou prefrência. Todas as películas abordam algum desequilibrio psicológico e/ou psiquiátrico, ainda que não possamos relacionar cada uma com um problema específico, já que em mais de um caso, poderíamos relacioná-las con um, dois ou mais transtornos. São referidas com os seus respectivos trailers. 

sábado, 21 de fevereiro de 2015

Qual é a origem da maldade?

O psicólogo Delroy Paulhus foi à procura da resposta. Descobriu que o mundo não se divide em pessoas com bom ou mau carácter. Há vários motivos que explicam a atitude malvada de algumas pessoas.

Por que é que algumas pessoas têm prazer em serem cruéis? A pergunta foi o ponto de partida para a investigação de Delroy Paulhus. Excluiu, à partida, as pessoas classificadas como psicopatas ou condenadas por crimes violentos.

O interesse de Paulhus começou pelos narcisistas, indivíduos egoístas e vaidosos, que atacam os outros para defender sua própria autoestima, conforme noticia a BBC. Há pouco mais de uma década, um aluno deste psicólogo, Kevin Williams, sugeriu que explorassem a possibilidade de as tendências para o egocentrismo estarem ligadas a duas características desagradáveis: o maquiavelismo (uma manipulação fria) e a psicopatia (uma insensibilidade aguda e indiferença ao sentimento dos outros).
Juntos, os dois cientistas descobriram que os três traços são independentes, apesar de às vezes coincidirem, formando uma espécie de "tríade do mal".

Delroy Paulhus entrevistou um conjunto de pessoas em regime voluntário. A honestidade destas pessoas surpreendeu-o. Foi então que percebeu que os participantes que concordavam com frases como "Gosto de provocar pessoas mais vulneráveis" ou "Não é boa ideia contarem-me segredos" eram geralmente mais "abertos" nas respostas e não apresentavam qualquer pudor em assumir estas opiniões. Em comum, estas pessoas tinham também o facto de terem passado por uma experiência de bullying, na adolescência ou na vida adulta.

Outra característica comum é a uma tendência maior para serem infiéis ou copiarem nos exames.

Quando Paulhus começou a examinar mais a fundo o que classificou de mentes macabras, outras perguntas foram surgindo. Por exemplo, será que as pessoas nascem más?

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Fonte: Tsf

Consumo diário de canábis aumenta cinco vezes o risco de psicose

O consumo de canábis em doses diárias e muito fortes aumenta cinco vezes o risco de psicose, revela um estudo realizado no Reino Unido, que teve a participação do investigador e médico português Tiago Reis Marques.

O estudo, conduzido pelo Instituto de Psiquiatria, Psicologia e Neurociências do King's College de Londres, concluiu, ainda, que um em cada quatro novos casos de psicose se deve à ingestão diária de canábis de "alta potência".

"A canábis é uma droga, é uma substância que tem um efeito pernicioso. A mensagem de que faz mal tem de passar", afirmou à Lusa Tiago Reis Marques, coautor da investigação, assinalando que "o que está a chegar à rua é uma planta muito mais forte".

A equipa, liderada pelo psiquiatra escocês Robin Murray, analisou uma amostra de mais de 400 doentes de várias idades, do sul de Londres, que acorreram entre 2005 e 2012, pela primeira vez, ao instituto com sintomas de psicose e com historial de consumos de canábis.

Os resultados obtidos foram comparados com um grupo de controlo de 370 pessoas saudáveis.

Segundo Tiago Reis Marques, o estudo revelou que o risco de psicose aumenta nos doentes psicóticos proporcionalmente à frequência do consumo e à potência da droga ingerida, chegando a ser cinco vezes superior num dos grupos de pacientes, de 103 elementos - que fumavam diariamente canábis muito forte, com alto teor de tetrahidrocanabinol.

O psiquiatra enfatizou que, apesar de a investigação se centrar na população de Londres, as suas conclusões "seriam as mesmas" se fosse feita noutra cidade, ou noutro país.

O estudo foi publicado esta semana na revista The Lancet Psychiatry.

Depois deste trabalho, Tiago Reis Marques pretende analisar os efeitos da canábis no cérebro de pessoas saudáveis.

 

Bons alunos, pouco sexo

"Há poucos dados sobre o assunto, mas o que consegui apurar é suficiente para me levar a crer que a crise na zona euro tem muito a ver com falta de sexo.


No estudo "Smart teens don't have sex (or kiss much either)", Halpern CT, Joyner K Udry JR e Suchindran C mostram correlações entre o QI dos adolescentes e a virgindade.

No estudo, cerca 70% dos adolescentes com QI acima dos 110, eram virgens, contra 58% dos que tinham QI entre 90 e 110 e 50% dos que tinham QI entre 70 e 90. Curiosamente, nos QI abaixo dos 70 o número era também de 70%. Ou seja os mais inteligentes e os menos inteligentes partilhavam a mesma ausência de comportamento sexual durante a adolescência.

Esta tendência parece continuar durante a universidade segundo um estudo do MIT. Enquanto 87% da população universitária nos EU já teve relações sexuais aos 19 anos, nas escolas de elite os números são muito mais baixos; no MIT, por exemplo, só 51% da população escolar não é virgem, e apenas 35% dos que acabam o curso teve relações sexuais: 65% dos economistas, 73% dos graduados em Ciência Política e 83% dos matemáticos do MIT acabam os cursos sem saber o que é bom.

É gente assim, nos Estados Unidos como aqui na Europa, que depois se senta nas administrações dos bancos, das maiores empresas, dos governos e nas altas instâncias da União. Uma gente inteligente e disciplinada, mas que teve pouco ou nenhum sexo durante a juventude; o que é preocupante.

Ser bom aluno, e ter média superior a 17 em universidades sérias, só é possível com uma fanática dedicação ao trabalho e uma reclusão quase absoluta e incompatível com a vida social necessária ao sexo a dois e de borla. Para ser muito bom aluno é preciso optar entre o estudo e a sociabilidade, entre a noite a queimar pestanas e a noite a queimar neurónios, entre a bibliografia aconselhada e actividades absolutamente desaconselhadas, entre a irmã da canhota e a Carlota.


O problema não é a falta de sexo, embora a produção de hormonas que lhe está associada seja consensualmente considera benéfica para a saúde mental, o problema é a falta de interacção social. O sexo resulta de relações sociais: de ouvir, dizer piadas, conversar. O sexo resulta da sedução que resulta da compreensão: de entender os outros, de saber como lhes chegar, em que botões tocar; resulta do aprender os outros.

Os muito bons alunos, os que passam os anos da juventude em clausura, os que desprezaram a interacção social, não aprenderam os "outros". Os "outros" que conhecem são dados estatísticos ou, quanto muito, caricaturas que ilustram os dados. Ora é com este conhecimento caricatural do que é uma pessoa, que estes bons alunos depois decidem.

A crise de 2008 resultou de más práticas de bons alunos; o BES e a PT (entre outros) estavam cheios de bons alunos; o Eurogrupo, o FMI, os Bancos Centrais são o Olimpo dos bons alunos. Deve haver uma correlação entre os males do mundo e a falta de sexo dos bons alunos."

Pedro Bidarra - Dinheiro Vivo

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Obra Completa de Freud

"Disponibilizamos aos nossos leitores a obra completa de Freud. A contribuição dele à psicologia dispensa comentários, bastando dizer que Freud foi o criador da psicanálise: teoria, método e técnica de investigação do inconsciente.
Os livros encontram-se por ordem cronológica."

FREUD, Sigmund. Obras Completas (Imago) – Vol. 01 (1886-1889)
FREUD, Sigmund. Obras Completas (Imago) – Vol. 02 (1893-1895)
FREUD, Sigmund. Obras Completas (Imago) – Vol. 03 (1893-1899)
FREUD, Sigmund. Obras Completas (Imago) – Vol. 04 (1900)
FREUD, Sigmund. Obras Completas (Imago) – Vol. 05 (1900-1901)
FREUD, Sigmund. Obras Completas (Imago) – Vol. 06 (1901)
FREUD, Sigmund. Obras Completas (Imago) – Vol. 07 (1901-1905)
FREUD, Sigmund. Obras Completas (Imago) – Vol. 08 (1905)
FREUD, Sigmund. Obras Completas (Imago) – Vol. 09 (1906 – 1908)
FREUD, Sigmund. Obras Completas (Imago) – Vol. 10 (1909)
FREUD, Sigmund. Obras Completas (Imago) – Vol. 11 (1910)
FREUD, Sigmund. Obras Completas (Imago) – Vol. 12 (1911-1913)
FREUD, Sigmund. Obras Completas (Imago) – Vol. 13 (1913-1914)
FREUD, Sigmund. Obras Completas (Imago) – Vol. 14 (1914-1916)
FREUD, Sigmund. Obras Completas (Imago) – Vol. 15 (1915-1916)
FREUD, Sigmund. Obras Completas (Imago) – Vol. 16 (1915-1916)
FREUD, Sigmund. Obras Completas (Imago) – Vol. 17 (1917-1918)
FREUD, Sigmund. Obras Completas (Imago) – Vol. 18 (1920-1922)
FREUD, Sigmund. Obras Completas (Imago) – Vol. 19 (1923-1925)
FREUD, Sigmund. Obras Completas (Imago) – Vol. 20 (1925-1926)
FREUD, Sigmund. Obras Completas (Imago) – Vol. 21 (1927-1931)
FREUD, Sigmund. Obras Completas (Imago) – Vol. 22 (1932-1936)
FREUD, Sigmund. Obras Completas (Imago) – Vol. 23 (1937-1939)


Fonte: Conexões Clínicas

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