Sozinho, com os amigos ou a família, com a namorada, com o namorado,
com o cão ou o periquito. De moto ou de descapotável, de chaço ou de
autocaravana. A dormir em parques de campismo, pensões de 20 euros, no
carro, ou em hotéis de luxo e turismos de habitação. A comer do bom e do
melhor ou enlatados de atum com picadinho de cebola. Tanto faz.
O que importa é que se faça à estrada. Tem um país inteiro para descobrir. Mede 700 quilómetros de altura e cerca de 250 km de largura, mas dentro dele há um mundo de aventuras. Portugal, um país que não se mede aos palmos. Um país para ver como nunca ou viu em dez grandes road trips para a sua bucket list. Porque a vida é mais do que pagar contas e depois morrer.
O que importa é que se faça à estrada. Tem um país inteiro para descobrir. Mede 700 quilómetros de altura e cerca de 250 km de largura, mas dentro dele há um mundo de aventuras. Portugal, um país que não se mede aos palmos. Um país para ver como nunca ou viu em dez grandes road trips para a sua bucket list. Porque a vida é mais do que pagar contas e depois morrer.
10 – Tejo, por esse rio acima até Espanha
Seguir um rio é sempre um bom pretexto para uma viagem de estrada. E
quando se trata de seguir o rio Tejo, o maior rio ibérico, a viagem é
garantidamente histórica e repleta de motivos de interesse. É uma
jornada que se pode fazer em dois dias, mas como todas as outras, pode e
deve demorar mais tempo, se for parando e se aventurar nalguns desvios.
Desde Lisboa, recomendo que inicie a viagem pela margem sul até à região do médio Tejo. A partir de Constância pode ir ziguezagueando entre a margem norte e sul e visitar terras como Abrantes, Belver, Alvega ou Vila Velha de Rodão. A partir daí entra no território do Parque do Tejo Internacional e a viagem torna-se muito interessante. É uma região remota e desabitada onde o rio apenas se pressente na paisagem e na vida pacata de aldeias como Malpica do Tejo ou Rosmaninhal. Depois ou diz adiós ao Tejo, ou continua a segui-lo por Espanha, onde corre mais 700 km até à sua nascente na Serra de Albarracin.
Duração: 3 dias
Distância: 260 km aprox.
Percurso recomendado: Lisboa – Alcochete – Santarém – Alpiarça – Chamusca – Constância – Abrantes – Gavião – Fratel – Alvega – Belver – Vila Velha de Rodão – Malpica do Tejo – Rosmaninhal
Desde Lisboa, recomendo que inicie a viagem pela margem sul até à região do médio Tejo. A partir de Constância pode ir ziguezagueando entre a margem norte e sul e visitar terras como Abrantes, Belver, Alvega ou Vila Velha de Rodão. A partir daí entra no território do Parque do Tejo Internacional e a viagem torna-se muito interessante. É uma região remota e desabitada onde o rio apenas se pressente na paisagem e na vida pacata de aldeias como Malpica do Tejo ou Rosmaninhal. Depois ou diz adiós ao Tejo, ou continua a segui-lo por Espanha, onde corre mais 700 km até à sua nascente na Serra de Albarracin.
Duração: 3 dias
Distância: 260 km aprox.
Percurso recomendado: Lisboa – Alcochete – Santarém – Alpiarça – Chamusca – Constância – Abrantes – Gavião – Fratel – Alvega – Belver – Vila Velha de Rodão – Malpica do Tejo – Rosmaninhal
9 – Douro faina fluvial
Uma road trip clássica que deve ser feita acompanhando o curso do rio
Douro desde que entra em Portugal até que vai desaguar à Foz, no Porto.
Pelo caminho temos o Parque Natural do Douro Internacional e os
arrepiantes canhões do rio, depois o coração do Douro vinhateiro,
ladeado por belas e cénicas estradas desde o Pinhão até ao Peso da
Régua. A partir daí pode ir variando entre a margem Norte e Sul do rio
até “desaguar” no majestoso cenário da foz do Douro com o Porto a
brilhar como um postal visto de Gaia.
Duração: 3 dias
Distância: 280 km aprox.
Percurso recomendado: Salto de Castro – Miranda do Douro – Freixo de Espada à Cinta – Barca D`Alva – S. João da Pesqueira – Pinhão – Peso da Régua – Resende – Cinfães – Porto
Duração: 3 dias
Distância: 280 km aprox.
Percurso recomendado: Salto de Castro – Miranda do Douro – Freixo de Espada à Cinta – Barca D`Alva – S. João da Pesqueira – Pinhão – Peso da Régua – Resende – Cinfães – Porto
De Espanha nem bom vento, nem bom casamento, mas pelo menos dois
grandes rios e uma fronteira desenhada e defendida ao longo dos séculos.
Desta vez a proposta é ligar o Tejo ao Douro pela raia, ou seja, pela
fronteira com Espanha.
De Segura, porta de entrada do Tejo Internacional, segue-se colado à fronteira pelas Termas de Monfortinho, até às aldeias históricas de Monsanto e Penha Garcia, para depois atravessar a Serra da Malcata (terra do lince). Para os amantes dos castelos e de histórias de templários e escaramuças com os castelhanos esta é uma road trip indispensável, que nos leva às terras altas da Beira, com aldeias históricas como Almeida ou Castelo Rodrigo, até ir de encontro ao Douro na bela Barca D`Alva. As paisagens ao longo desta rota da raia são inóspitas e agrestes, mas por isso mesmo de uma beleza inspiradora. Três dias chegam, mas não sobram.
Duração: 3 dias
Distância: 200 km aprox.
Percurso recomendado: Segura – Salvaterra do Extremo – Monsanto – Penamacor – Serra da Malcata – Sabugal – Almeida – Figueira de Castelo Rodrigo – Escarigo – Barca d`Alva
De Segura, porta de entrada do Tejo Internacional, segue-se colado à fronteira pelas Termas de Monfortinho, até às aldeias históricas de Monsanto e Penha Garcia, para depois atravessar a Serra da Malcata (terra do lince). Para os amantes dos castelos e de histórias de templários e escaramuças com os castelhanos esta é uma road trip indispensável, que nos leva às terras altas da Beira, com aldeias históricas como Almeida ou Castelo Rodrigo, até ir de encontro ao Douro na bela Barca D`Alva. As paisagens ao longo desta rota da raia são inóspitas e agrestes, mas por isso mesmo de uma beleza inspiradora. Três dias chegam, mas não sobram.
Duração: 3 dias
Distância: 200 km aprox.
Percurso recomendado: Segura – Salvaterra do Extremo – Monsanto – Penamacor – Serra da Malcata – Sabugal – Almeida – Figueira de Castelo Rodrigo – Escarigo – Barca d`Alva
7 – A transalgarviana, de Aljezur a Alcoutim pelo lombo das serras
Um dos segredos mais bem escondidos e guardados de Portugal – o
Algarve interior. É uma das mais belas e remotas regiões do nosso país,
que se estende por uma faixa de quase 200 quilómetros entre Aljezur – na
Costa Atlântica e Alcoutim, na fronteira com Espanha. Pelo meio pode ir
ziguezagueando pela luxuriante e fresca Serra de Monchique, para depois
se perder na imensa Serra do Caldeirão, com as suas estradas ondulantes
que ligam terras perdidas e de nomes estranhos com barragens azul
turquesa. Os cenários, o isolamento e as paisagens são dignos de road
movie, e sempre que o calor apertar, pode olhar para o horizonte e ver o
mar. O Algarve que conhece, o das praias, está ali a meia hora de
distância para um mergulho.
Duração: 3 dias
Distância: 200 km aprox.
Percurso recomendado: Aljezur – Monchique – Silves – S. Bartolomeu Messines – Alte – Salir – Cachopo – Martim Longo – Alcoutim
Duração: 3 dias
Distância: 200 km aprox.
Percurso recomendado: Aljezur – Monchique – Silves – S. Bartolomeu Messines – Alte – Salir – Cachopo – Martim Longo – Alcoutim
6 – Da Comporta a Sagres, pela costa dos perceves
Uma lista de road trips em Portugal sem mar na janela do carro não
seria uma lista de road trips em Portugal. Aliás, o impulso das road
trips é um impulso de descoberta e aventura, igual ao que o mar convoca
ao nosso exíguo povo – exíguo em território, não em curiosidade. O ideal
é mesmo fazer um Portugal coast to coast, da foz do rio Minho à Foz do
rio Guadiana, mas para isso precisaria de duas semanas bem corridas. Por
isso também pode ir dividindo a costa aos bocados. Copiar, por exemplo,
a rota das praias de Ramalho Ortigão (da Póvoa do Varzim a Cascais) ou
fazer aquela parte da costa que ainda tem maior apelo para uma road trip
– a da costa alentejana e vicentina. Da Comporta a Sagres, passando
pelos clássicos das noites de Verão como Lagoa de Santo André e Melides,
Porto Covo, Vila Nova de Milfontes, Zambujeira. Na minha modesta
opinião, o melhor trecho desta viagem é a costa vicentina – entre
Odeceixe e Sagres. A estrada tem aqui momentos de grande beleza cénica
que nos leva a praias meio selvagens e espetaculares, a terreolas
simpáticas onde se pode comer o melhor dos mariscos da costa portuguesa –
os percebes – depois de um bom mergulho no mar.
Duração: 4 dias
Distância: 250 km aprox.
Percurso recomendado: Comporta – Alcácer do Sal – Lagoa de Santo André – Sines – Porto Covo – Vila Nova de Milfontes – Zambujeira – Odeceixe – Aljezur – Carrapateira – Vila do Bispo – Sagres
Duração: 4 dias
Distância: 250 km aprox.
Percurso recomendado: Comporta – Alcácer do Sal – Lagoa de Santo André – Sines – Porto Covo – Vila Nova de Milfontes – Zambujeira – Odeceixe – Aljezur – Carrapateira – Vila do Bispo – Sagres
5 – Da Serra da Estrela até ao mar da Figueira
A maior serra portuguesa é só por si um destino de eleição para uma
road trip de inverno. Podemos andar ali a vadiar durante três ou quatro
dias, sempre por estradas e caminhos desconhecidos. Mas a Serra da
Estrela é também um bom ponto de partida para uma road trip que
atravessa o grande “centrão” do país, oferecendo uma experiência
absolutamente única de viagem por serras e lugares remotos que no mapa
parecem “ali tão perto”. Partindo da Guarda até Manteigas, vamos por uma
das mais cénicas estradas de Portugal – a do Vale Glaciar de Manteigas –
até à Torre. Depois pode descer por Seia ou pela Covilhã, mas a minha
sugestão é que aponte o GPS a Arganil e Góis, para sentir que Portugal é
bem maior do que pensa. As estradas são assombrosas e as aldeias de
xisto como Piodão ou as da Serra da Lousã, autênticas jóias da vida
rural portuguesa. Depois da Serra da Lousã pode e deve reencontrar o
Mondego em Penacova (se gostar de lampreia é aqui) para ir de braço dado
com o rio até Coimbra e daí até à Figueira da Foz para ver o mar.
Duração: 4 dias
Distância: 300 km aprox.
Percurso recomendado: Guarda – Manteigas – Covilhã – Arganil – Lousã – Penacova – Coimbra – Figueira da Foz
Duração: 4 dias
Distância: 300 km aprox.
Percurso recomendado: Guarda – Manteigas – Covilhã – Arganil – Lousã – Penacova – Coimbra – Figueira da Foz
4 – Da Foz do Guadiana ao alto do Marvão
O Baixo Guadiana é uma zona de fronteira com Espanha. Comecemos de
braço dado com o rio a partir de Vila Real de Santo António para admirar
a beleza dessa zona de transição do Algarve e do Alentejo, bem patente
em terras como Castro Marim ou Alcoutim. A partir daí vamos pelo coração
do Parque Natural do Guadiana até Mértola para o Alentejo nos entrar na
pele e entra. É uma jornada digna de road movie, para fazer no pico do
Verão, porque uma road trip também serve para saber suportar a dureza da
viagem, o calor e depois ter a devida recompensa com um mergulho no
Alqueva ou uma mini fresca numa qualquer aldeia de estrada. O melhor do
Alentejo estende-se por esta rota com aldeias e vilas de beleza
extraordinária – como Monsaraz, Vila Viçosa ou o Marvão, esculpido lá no
alto de um penedo em mais um Parque Natural que se percorre nesta
viagem – depois do Sapal de Castro Marim e do Vale do Guadiana. O grande
Alentejo a dois passos da fronteira com Espanha que promete uma viagem
única e inesquecível.
Duração: 4 dias
Distância: 350 km aprox.
Percurso recomendado: Vila Real de Santo António – Castro Marim – Alcoutim – Mértola – Serpa- Moura – Alqueva – Reguengos de Monsaraz – Redondo – Vila Viçosa – Elvas – Campo Maior – Portalegre – Marvão
Duração: 4 dias
Distância: 350 km aprox.
Percurso recomendado: Vila Real de Santo António – Castro Marim – Alcoutim – Mértola – Serpa- Moura – Alqueva – Reguengos de Monsaraz – Redondo – Vila Viçosa – Elvas – Campo Maior – Portalegre – Marvão
3 – De Chaves a Castro Laboreiro, com o Minho no coração
Em Portugal não há penas um “fim do mundo”, há vários. Mas nenhum tão
expressivo, misterioso e cénico come este que liga Chaves a Castro
Laboreiro, atravessando as terras de Barroso e o imenso Parque Natural
Peneda-Gerês. Sempre que possível um desviozinho às belas vilas e
cidades do alto minho só fica bem no seu curriculo. Passagem com paragem
obrigatória por Terras de Bouro, Ponte da Barca e Arcos de Valdevez
para ir ganhando fôlego às incursões na Peneda-Gerês antes de cumprir a
etapa final para beber um alvarinho em Melgaço e subir à inóspita e
impressionante Serra de Castro Laboreiro, no extremo Norte de Portugal.
Uma viagem única e imperdível ao melhor de Portugal.
Duração: 5 dias
Distância: 350 km aprox.
Percurso recomendado: Chaves – Boticas – Montalegre – Vieira do Minho – Terras de Bouro – Ponte da Barca – Parque Peneda Gerês – Arcos de Valdevez – Melgaço – Castro Laboreiro
Duração: 5 dias
Distância: 350 km aprox.
Percurso recomendado: Chaves – Boticas – Montalegre – Vieira do Minho – Terras de Bouro – Ponte da Barca – Parque Peneda Gerês – Arcos de Valdevez – Melgaço – Castro Laboreiro
2 – A lendária Estrada Nacional 2
A Estrada Nacional 2 está para Portugal como a Road 66 está para os
americanos. É uma estrada que atravessa o país de norte a sul,
cortando-o ao meio, entre a faixa litoral e a orla interior.
O quilómetro zero é marcado em Chaves e a partir daí vamos pondo o sul na bússola para descobrir como é que um país que não mede mais de 700 quilómetros de altura pode ter tanta e tão diferente coisa para mostrar, contar, encantar e saborear.
A velha Nacional 2 leva-nos a atravessar regiões tão diversas e marcantes como o Douro vinhateiro, o grande “centrão” do país das serras de Aquilino até atravessar o Tejo e acabar o país das curvas e começar o das retas a partir da Ponte de Sor até Beja, cruzando toda a planície alentejana com o braço a tostar de fora da janela do carro, para depois galgar a fortiifcação da Serra do Caldeirão e terminar a sua jornada, mais de 700 quilómetros depois, em Faro, onde pode comemorar o fim da aventura com umas belas sardinhas assadas.
Duração: 8 dias
Distância: 1000 km aprox.
Percurso recomendado: Chaves- Peso da Régua – Góis – Pedrogão – Ponte de Sor – Beja – Castro Verde – Faro
O quilómetro zero é marcado em Chaves e a partir daí vamos pondo o sul na bússola para descobrir como é que um país que não mede mais de 700 quilómetros de altura pode ter tanta e tão diferente coisa para mostrar, contar, encantar e saborear.
A velha Nacional 2 leva-nos a atravessar regiões tão diversas e marcantes como o Douro vinhateiro, o grande “centrão” do país das serras de Aquilino até atravessar o Tejo e acabar o país das curvas e começar o das retas a partir da Ponte de Sor até Beja, cruzando toda a planície alentejana com o braço a tostar de fora da janela do carro, para depois galgar a fortiifcação da Serra do Caldeirão e terminar a sua jornada, mais de 700 quilómetros depois, em Faro, onde pode comemorar o fim da aventura com umas belas sardinhas assadas.
Duração: 8 dias
Distância: 1000 km aprox.
Percurso recomendado: Chaves- Peso da Régua – Góis – Pedrogão – Ponte de Sor – Beja – Castro Verde – Faro
1 – Rota da Terra Fria Transmontana
A derradeira road trip em Portugal e aquela onde se respira melhor
aquela atmosfera de última fronteira e de descoberta de uma das mais
desconhecidas regiões do nosso país. Tem a vantagem de ser uma rota
marcada e promovida por uma associação de municípios transmontanos, que
produzem informação de qualidade para descobrir os tesouros e os
segredos mais bem guardados daquela região. Isto ajuda, se tivermos em
conta que há locais que nem o Google Maps desconfia. É uma viagem pela
história, pela cultura transmontana, pelo dialecto mirandês e pela forte
gastronomia. Partindo de Bragança pode ir de encontro ao Douro
internacional e ao planalto mirandês. No Mogadouro inverte a marcha e
aponta agulhas para Norte outra vez, mas desta vez pelo interior até
chegar a Vinhais, porta de entrada do Parque Natural de Montesinho. Aqui
é a apoteose desta viagem única que pode e deve demorar vários dias
para poder ir explorando com vagar cada aldeia, cada estrada e cada
beleza natural. Terminará a rota em Rio de Onor, a terra metade
espanhola e metade portuguesa onde José Saramago, um dia, bebeu um
memorável bagaço contado na sua “Viagem a Portugal”.
Duração: 5 dias
Distância: 500 km aprox.
Percurso recomendado: Bragança -Vimioso – Miranda do Douro- Mogadouro -Vinhais – Parque Natural de Montesinho
Duração: 5 dias
Distância: 500 km aprox.
Percurso recomendado: Bragança -Vimioso – Miranda do Douro- Mogadouro -Vinhais – Parque Natural de Montesinho
Fonte: http://www.grandeturismo.com
* Rui Pelejão é um dos co-autores do livro “Volta a Portugal em 80 dias” obra que o levou a percorrer estradas nacionais e secundárias de Portugal durante 80 dias. O autor é aquilo que se pode chamar um coleccionador de estradas e um maníaco de road trips. Podia-lhe dar para pior.
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